Depressão em Idosos
Obter o diagnóstico correto é o primeiro e mais importante passo para um tratamento eficaz.
Muitos pacientes e familiares acreditam que tristeza e desânimo são "normais da idade", mas a depressão é uma doença real e tratável que afeta significativamente a vida do idoso. Na consulta com a Dra. Adriana Mendes Barros, acreditamos em identificação precoce, tratamento compassivo e recuperação da alegria de viver. Aqui estão as perguntas mais comuns e nossas respostas sobre depressão geriátrica.
O que é Depressão Geriátrica?
Depressão é um transtorno de humor caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse ou prazer nas atividades, e diversos sintomas físicos e cognitivos que interferem significativamente na vida diária.
Depressão geriátrica tem particularidades:
Diferente da depressão em adultos jovens, nos idosos frequentemente apresenta:
Menos tristeza evidente – idosos podem não se queixar de "estar triste"
Mais queixas físicas – dores pelo corpo, cansaço, problemas digestivos
Mais perda de interesse em atividades que antes gostava
Maior irritabilidade e ansiedade
Queixas de memória (pseudodemência depressiva)
Isolamento social progressivo
Descuido com aparência e higiene
Maior risco de suicídio (especialmente homens idosos)
Critérios diagnósticos (presença de 5 ou mais sintomas por pelo menos 2 semanas):
Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias
Perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades
Alteração significativa de peso ou apetite (perda ou ganho)
Insônia ou excesso de sono
Agitação ou lentidão psicomotora (observável por outros)
Fadiga ou perda de energia
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva
Dificuldade de concentração ou indecisão
Pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida
Tipos de Depressão em Idosos:
Depressão maior: Quadro completo, sintomas intensos
Distimia: Depressão crônica leve a moderada (≥2 anos)
Depressão menor: Sintomas depressivos que não preenchem critérios completos
Depressão subsindrómica: Sintomas significativos mas abaixo do limiar diagnóstico
Na avaliação geriátrica, também investigamos:
Causas médicas de depressão (hipotireoidismo, anemia, déficit de B12, doenças neurológicas)
Medicamentos que causam depressão (betabloqueadores, corticoides, benzodiazepínicos)
Doenças crônicas associadas (insuficiência cardíaca, DPOC, dor crônica, câncer)
Déficit cognitivo (depressão x demência x depressão + demência)
Risco de suicídio (avaliação obrigatória)
Isolamento social e solidão
Perdas recentes (luto, viuvez, institucionalização)
Por que a depressão geriátrica é tão importante?
Depressão no idoso não é "fraqueza" nem "frescura" – é uma doença médica grave que:
Afeta 1 em cada 5 idosos na comunidade
Aumenta risco de morte em 50-100% (independente de outras doenças)
Piora doenças crônicas (diabetes, hipertensão, doenças cardíacas)
Causa déficit cognitivo (confunde com demência)
Aumenta risco de quedas (até 2 vezes)
Reduz adesão a tratamentos médicos
Causa perda funcional e dependência
Aumenta risco de suicídio (idosos têm taxa mais alta que jovens)
Destrói qualidade de vida
A excelente notícia: a depressão geriátrica é tratável, com taxas de resposta de 60-80% quando tratamento adequado é oferecido.
Como a Dra. Adriana aborda o tratamento da depressão geriátrica?
Na nossa prática geriátrica, utilizamos uma abordagem integral e compassiva, que inclui:
1. Rastreamento e Diagnóstico Adequado
Instrumentos de Rastreamento:
Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15): 15 perguntas simples
PHQ-9: Questionário padronizado de 9 itens
Perguntas-chave:
"Você se sente frequentemente triste ou desanimado?"
"Você perdeu interesse nas coisas que costumava gostar?"
Avaliação Diagnóstica Completa:
Entrevista detalhada sobre sintomas
História de episódios prévios de depressão
Histórico familiar de transtornos de humor
Eventos de vida estressantes (luto, perdas, mudanças)
Uso de álcool ou outras substâncias
Pensamentos ou tentativas de suicídio
Avaliação de Risco de Suicídio (SEMPRE):
Pensamentos de morte
Ideação suicida
Planejamento
Meios disponíveis
Tentativas prévias
Isolamento social
Importante: Perguntar sobre suicídio NÃO aumenta risco – ao contrário, salva vidas.
Diferenciação de Outras Condições:
Demência: Déficit cognitivo progressivo, menos humor deprimido
Pseudodemência depressiva: Queixas de memória, responde a antidepressivos
Delirium: Início agudo, flutuação de consciência
Luto normal: Tristeza relacionada a perda, melhora gradualmente em 6-12 meses
2. Investigação de Causas Médicas e Medicamentosas
Causas Médicas de Depressão:
Hipotireoidismo (muito comum em idosos)
Anemia (déficit de ferro, B12, ácido fólico)
Déficit de vitamina B12
Déficit de vitamina D
Doenças neurológicas: AVC, Parkinson, demência
Doenças cardíacas: insuficiência cardíaca, pós-infarto
Doenças respiratórias: DPOC grave
Dor crônica não controlada
Câncer
Insuficiência renal
Diabetes descompensado
Medicamentos que Podem Causar Depressão:
Betabloqueadores (propranolol, atenolol)
Corticoides (prednisona)
Benzodiazepínicos (uso crônico)
Alguns anti-hipertensivos (metildopa, reserpina)
Anticonvulsivantes (barbitúricos)
Antiparkinsonianos (alguns)
Interferon
Exames Laboratoriais:
Hemograma completo (anemia)
TSH, T4 livre (tireoide)
Vitamina B12, ácido fólico
Vitamina D
Glicemia
Função renal e hepática
Eletrólitos
Outros conforme indicação clínica
3. Tratamento Não Farmacológico – Base do Tratamento
Psicoterapia:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
Eficácia comprovada em idosos
Identifica e modifica pensamentos negativos
Desenvolve estratégias de enfrentamento
8-16 sessões típicas
Terapia Interpessoal:
Foca em relacionamentos e perdas
Ajuda a lidar com mudanças de papéis (aposentadoria, viuvez)
Eficaz para depressão geriátrica
Psicoterapia de Suporte:
Acolhimento e validação
Apoio emocional
Orientação prática
Importante: Psicoterapia é TÃO eficaz quanto medicamentos para depressão leve a moderada, e a combinação é superior a qualquer tratamento isolado.
Atividade Física:
Efeito antidepressivo comprovado
Equivalente a antidepressivos em depressão leve a moderada
Caminhada 30 min/dia, 5x/semana
Exercícios aeróbicos ou resistidos
Grupos de exercício (benefício adicional da socialização)
Reativação Comportamental:
Retomar atividades prazerosas gradualmente
Estabelecer rotina diária
Engajamento em atividades sociais
Hobbies e interesses
Estimulação Cognitiva:
Leitura, jogos, palavras cruzadas
Aprendizado de novas habilidades
Cursos para terceira idade
Voluntariado
Combate ao Isolamento Social:
Participação em grupos de convivência
Centros-dia para idosos
Atividades religiosas ou espirituais
Contato familiar regular
Grupos de apoio
Higiene do Sono:
Estabelecer horários regulares de dormir/acordar
Evitar cochilos longos durante o dia
Reduzir cafeína e álcool
Ambiente adequado para sono
Exposição Solar:
15-30 minutos de sol pela manhã
Regula ritmo circadiano
Aumenta vitamina D
Melhora humor
4. Tratamento Farmacológico Individualizado
Quando Medicamentos são Indicados:
Depressão moderada a grave
Depressão leve que não respondeu a tratamento não farmacológico
Episódios recorrentes de depressão
Risco de suicídio
Ideação suicida
Incapacidade funcional significativa
Antidepressivos de Primeira Linha em Idosos:
Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS):
Sertralina:
Dose: 25-100 mg/dia (iniciar com 25 mg)
Bem tolerada em idosos
Menos interações medicamentosas
Escitalopram:
Dose: 5-10 mg/dia (iniciar com 5 mg)
Muito bem tolerado
Eficaz
Citalopram:
Dose: 10-20 mg/dia (máximo 20 mg em idosos)
Bem tolerado
Atenção: Pode prolongar intervalo QT (ECG quando indicado)
Inibidores de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN):
Venlafaxina:
Dose: 37,5-150 mg/dia
Eficaz para depressão com ansiedade
Atenção: Pode elevar pressão arterial
Duloxetina:
Dose: 30-60 mg/dia
Benefício adicional para dor crônica (neuropática, fibromialgia)
Útil quando depressão + dor coexistem
Outros Antidepressivos:
Mirtazapina:
Dose: 15-30 mg/dia (à noite)
Benefício para insônia e perda de apetite
Pode causar ganho de peso e sedação (às vezes desejável)
Útil em idosos com insônia e baixo peso
Bupropiona:
Dose: 150-300 mg/dia
Menos efeitos sexuais
Ativador (útil para fadiga)
Reduz apetite
Contraindicado se convulsões
Vortioxetina:
Dose: 5-10 mg/dia
Benefício cognitivo adicional
Útil quando depressão + queixas cognitivas
Princípios da Prescrição em Idosos:
"Start low, go slow" – iniciar com doses baixas, aumentar gradualmente
Monoterapia quando possível
Atenção a interações medicamentosas (idosos usam muitos medicamentos)
Escolha baseada em:
Sintomas-alvo (insônia → mirtazapina; fadiga → bupropiona)
Comorbidades (dor → duloxetina)
Efeitos colaterais prévios
Preferência do paciente
Tempo de Tratamento:
Resposta inicial: 2-4 semanas
Efeito completo: 6-12 semanas
Duração mínima: 6-12 meses após remissão
Episódios recorrentes: manutenção por 2+ anos
Efeitos Colaterais Comuns (geralmente leves e transitórios):
Náusea (primeiros dias)
Diarreia ou constipação
Insônia ou sonolência
Disfunção sexual (menos comum em idosos)
Tontura (atenção a quedas)
Importante: NUNCA interromper antidepressivo abruptamente (síndrome de descontinuação). Redução gradual sob supervisão médica.
5. Tratamento de Comorbidades
Condições que Perpetuam Depressão:
Dor crônica: analgesia adequada
Insônia: tratamento específico (evitar benzodiazepínicos)
Hipotireoidismo: reposição hormonal
Anemia: correção (ferro, B12)
Déficit de vitamina D: suplementação
Doenças cardíacas: otimização de tratamento
6. Revisão e Ajuste de Medicamentos
Medicamentos Depressogênicos:
Suspender ou substituir quando possível
Exemplos: trocar betabloqueador por outra classe, reduzir benzodiazepínicos
Simplificação de Polifarmácia:
Reduzir número de medicamentos quando viável
Facilitar adesão
7. Suporte Familiar e de Cuidadores
Educação da Família:
Depressão é doença, não fraqueza
Como apoiar o idoso
Sinais de piora ou risco de suicídio
Importância de atividades e socialização
Grupos de Apoio:
Para familiares e cuidadores
Compartilhar experiências
Aprender estratégias
8. Tratamentos Adicionais em Casos Específicos
Eletroconvulsoterapia (ECT):
Reservada para depressão grave refratária
Ideação suicida grave
Depressão psicótica
Segura e eficaz em idosos
Realizada em ambiente hospitalar
Estimulação Magnética Transcraniana (EMT):
Opção para depressão resistente
Não invasiva
Eficácia moderada
9. Prevenção de Recaídas
Manutenção de antidepressivo por tempo adequado
Continuidade de psicoterapia (espaçamento gradual)
Manutenção de atividades físicas e sociais
Monitoramento regular
Detecção precoce de sinais de recaída
10. Acompanhamento Longitudinal
Consultas regulares especialmente nos primeiros 3 meses
Avaliação de resposta ao tratamento
Monitoramento de efeitos adversos
Ajustes conforme necessidade
Suporte contínuo
Quanto tempo leva para melhorar?
A recuperação da depressão é um processo gradual:
Primeiras semanas (1-2 semanas):
Início de antidepressivo (efeitos colaterais podem ocorrer antes de benefícios)
Início de psicoterapia
Início de atividades
2-4 semanas:
Melhora inicial de sintomas (sono, apetite, energia)
Humor ainda pode estar baixo
Importante persistir (efeito completo leva tempo)
4-8 semanas:
Melhora significativa de humor
Mais interesse em atividades
Melhora de concentração
Sensação de esperança
8-12 semanas:
Efeito máximo do antidepressivo
Retorno do prazer em atividades
Recuperação funcional
Melhora da qualidade de vida
A longo prazo:
Manutenção de melhora
Prevenção de recaídas
Qualidade de vida sustentada
Importante:
Não desista se melhora não for imediata
Alguns precisam de ajuste de dose ou mudança de medicamento
60-80% respondem ao primeiro ou segundo antidepressivo tentado
Quanto custa o tratamento da depressão?
O investimento no tratamento varia conforme as intervenções necessárias.
Consulta particular:
Primeira consulta (avaliação geriátrica completa): Entre em contato para valores atualizados
Consultas de retorno/acompanhamento: Valores diferenciados para seguimento regular
O que está incluído:
Consulta geriátrica completa (50-60 minutos)
Rastreamento de depressão (escalas validadas)
Avaliação de risco de suicídio
Investigação de causas médicas
Plano terapêutico integral
Prescrição de antidepressivos (quando indicado)
Orientações sobre psicoterapia e atividades
Receitas e solicitação de exames
Suporte entre consultas
Custos adicionais a considerar:
Exames laboratoriais: R$ 100-300 (tireoide, vitaminas, hemograma)
Psicoterapia: R$ 150-400/sessão (8-16 sessões iniciais)
Antidepressivos genéricos: R$ 10-80/mês (muito acessíveis!)
Sertralina: R$ 10-30/mês
Escitalopram: R$ 20-60/mês
Fluoxetina: R$ 10-25/mês
Venlafaxina: R$ 20-50/mês
Atividades terapêuticas: grupos de convivência (gratuitos ou baixo custo)
Transparência financeira: Tratamento da depressão é altamente custo-efetivo. Antidepressivos genéricos são muito acessíveis, e a melhora na qualidade de vida é inestimável.
Como é a jornada de tratamento da depressão com a Dra. Adriana?
1. Consulta Inicial – Avaliação Compassiva e Acolhedora
Tempo adequado para escuta empática:
Você será ouvido sem julgamentos:
Como tem se sentido
Quando os sintomas começaram
O que mudou na sua vida
Perdas recentes (pessoas, saúde, independência)
Interesse em atividades que antes gostava
Sono, apetite, energia
Pensamentos sobre a vida e a morte
Histórico de depressão ou ansiedade
Medicamentos em uso
Uso de álcool
Avaliação de risco de suicídio:
Feita com cuidado e sensibilidade
Perguntas diretas mas compassivas
Plano de segurança se risco presente
Rastreamento formal:
Escala de Depressão Geriátrica
Avaliação de gravidade
2. Investigação de Causas e Diagnóstico
Solicitação de exames:
Função tireoidiana
Vitamina B12, ácido fólico
Vitamina D
Hemograma (anemia)
Outros conforme indicação
Diferenciação diagnóstica:
Depressão maior vs. distimia vs. luto
Descartar demência ou pseudodemência
Identificar causas médicas
3. Plano Terapêutico Personalizado e Compassivo
Você receberá um plano completo que inclui:
Educação sobre Depressão:
Você entenderá que é uma doença real
Não é fraqueza nem frescura
É tratável e há esperança
Como o tratamento funciona
Psicoterapia:
Encaminhamento para psicólogo/psicoterapeuta
Tipo de terapia recomendada
Frequência sugerida
Atividades Terapêuticas:
Prescrição de exercícios físicos
Reativação de atividades prazerosas
Combate ao isolamento social
Estabelecimento de rotina
Antidepressivo (se indicado):
Explicação detalhada de como funciona
Tempo esperado para melhora
Possíveis efeitos colaterais
Importância de não parar abruptamente
Duração prevista de tratamento
Tratamento de Causas Associadas:
Otimização de tratamento de doenças crônicas
Manejo de dor crônica
Tratamento de insônia
Suplementação (vitamina D, B12)
Revisão de medicamentos depressogênicos
Plano de Segurança (se risco de suicídio):
Identificação de sinais de alerta
Pessoas para contatar
Estratégias de enfrentamento
Quando procurar emergência
4. Educação e Empoderamento
Você e sua família aprenderão:
O que é depressão e por que acontece
Importância de aderir ao tratamento
Como identificar melhora
Sinais de alerta de piora
Importância de atividades e socialização
Como familiares podem ajudar
5. Acompanhamento Próximo
Retorno em 2-4 semanas – avaliar resposta inicial, efeitos adversos
Consultas quinzenais ou mensais nos primeiros 3 meses
Ajustes de dose ou medicamento conforme necessidade
Monitoramento de risco de suicídio
Suporte contínuo e encorajamento
6. Fase de Manutenção
Após melhora:
Consultas bimestrais ou trimestrais
Manutenção de antidepressivo por tempo adequado (6-12+ meses)
Continuidade de atividades terapêuticas
Prevenção de recaídas
Planejamento de descontinuação (quando apropriado, sempre gradual)
Que resultados posso esperar?
O tratamento adequado da depressão geriátrica traz benefícios significativos:
Melhora de Sintomas:
60-80% dos pacientes respondem ao tratamento
Redução significativa de tristeza
Retorno do interesse e prazer em atividades
Melhora de energia e motivação
Normalização de sono e apetite
Recuperação Funcional:
Retorno a atividades diárias
Maior independência
Retorno a hobbies e interesses
Participação social
Melhora Cognitiva:
Melhora de concentração
Melhora de memória (quando era pseudodemência)
Clareza de pensamento
Qualidade de Vida:
Recuperação da alegria de viver
Melhora de relacionamentos
Sensação de esperança e propósito
Satisfação com a vida
Benefícios Físicos:
Melhora de doenças crônicas (diabetes, hipertensão)
Maior adesão a tratamentos médicos
Redução de dor
Melhor sono
Redução de Mortalidade:
Tratamento da depressão reduz risco de morte por todas as causas
Nossos resultados: Pacientes que aderem ao tratamento multimodal (psicoterapia + medicamento quando indicado + atividades) mostram melhora significativa em 2-3 meses, com recuperação completa ou quase completa em muitos casos.
Depressão tem cura?
Depressão é altamente tratável, com excelentes taxas de resposta.
O que podemos alcançar:
Remissão completa dos sintomas em 50-70% dos casos
Melhora significativa em 60-80%
Retorno à vida normal
Qualidade de vida plena
Depressão é recorrente?
Alguns têm episódio único
Outros têm episódios recorrentes
Tratamento de manutenção previne recaídas
Prognóstico:
Melhor com tratamento precoce e adequado
Pior se não tratada (cronificação)
Tratamento de manutenção é fundamental
Sempre vou precisar tomar antidepressivo?
Nem sempre.
Depressão leve:
Pode responder apenas a psicoterapia e atividades
Medicamento nem sempre necessário
Depressão moderada a grave:
Medicamento geralmente indicado
Duração típica: 6-12 meses após remissão
Primeiro episódio:
Pode descontinuar após 6-12 meses
Episódios recorrentes (2-3+):
Manutenção por 2+ anos ou indefinida
Descontinuação:
Sempre gradual (redução lenta ao longo de semanas a meses)
Sob supervisão médica
Monitoramento de sinais de recaída
Alguns precisam de tratamento contínuo:
Depressão recorrente (3+ episódios)
Episódios graves
Risco de suicídio
Benefício supera riscos
O que diferencia o atendimento da Dra. Adriana Mendes Barros?
Expertise Geriátrica em Saúde Mental:
Médica Geriatra com conhecimento profundo de depressão em idosos
Formação em Clínica Médica, Medicina de Família e Geriatria
Experiência no diagnóstico e tratamento de transtornos de humor em idosos
Sensibilidade às particularidades da depressão geriátrica
Abordagem Integral e Compassiva:
Não tratamos apenas sintomas – cuidamos da PESSOA
Escuta empática e acolhimento
Tratamento multimodal (psicoterapia + medicamentos + atividades)
Atenção a causas médicas e sociais
Identificação de Causas Reversíveis:
Investigação minuciosa de hipotireoidismo, déficits vitamínicos, medicamentos
Tratamento de comorbidades que perpetuam depressão
Revisão de medicamentos depressogênicos
Prescrição Segura e Individualizada:
Escolha de antidepressivos apropriados para idosos
"Start low, go slow"
Atenção a interações medicamentosas
Monitoramento de efeitos adversos
Diferenciação de Demência:
Experiência em distinguir depressão de demência
Avaliação de pseudodemência depressiva
Tratamento adequado baseado em diagnóstico correto
Avaliação de Risco de Suicídio:
Feita com sensibilidade mas sempre presente
Planos de segurança quando necessário
Coordenação com emergência quando indicado
Combate ao Estigma:
Educação sobre depressão como doença médica
Encorajamento para buscar ajuda
Suporte para familiares
Coordenação Multidisciplinar:
Encaminhamento para psicólogos/psiquiatras quando necessário
Comunicação com outros especialistas
Trabalho integrado com família
Acompanhamento Longitudinal:
Suporte contínuo ao longo do tratamento
Monitoramento de resposta e ajustes
Prevenção de recaídas
Disponibilidade para crises
Por quanto tempo preciso de acompanhamento?
Depressão exige acompanhamento próximo inicialmente, depois espaçado:
Fase Aguda (Primeiros 3 meses):
Consultas quinzenais ou mensais
Monitoramento de resposta
Ajustes de medicamentos
Avaliação de risco de suicídio
Suporte intensivo
Fase de Consolidação (3-6 meses):
Consultas mensais ou bimestrais
Consolidação de melhora
Prevenção de recaídas precoces
Continuidade de psicoterapia
Fase de Manutenção (6-12+ meses):
Consultas trimestrais ou semestrais
Manutenção de antidepressivo
Vigilância de sinais de recaída
Planejamento de descontinuação quando apropriado
Importante: Mesmo após alta, retornar se sinais de recaída aparecerem.
Sinais de Alerta – Quando Procurar Atendimento Urgente?
Procure emergência ou contate médico imediatamente se:
Risco Iminente de Suicídio:
Pensamentos ativos de se matar
Planejamento de suicídio
Meios disponíveis
Tentativa de suicídio
"Colocar coisas em ordem" (despedidas, testamento)
Piora Aguda:
Piora súbita de humor
Agitação severa ou lentidão extrema
Sintomas psicóticos (alucinações, delírios)
Comportamento bizarro
Delirium (confusão mental aguda)
Agende consulta em breve se:
Efeitos adversos intoleráveis de medicamento
Ausência de melhora após 4-6 semanas
Piora gradual de sintomas
Surgimento de pensamentos de morte (mesmo sem plano)
CVV - Centro de Valorização da Vida:
Telefone: 188 (gratuito, 24h)
Chat: www.cvv.org.br
Apoio emocional e prevenção de suicídio.
Como posso começar meu tratamento?
Recuperar sua alegria de viver com a Dra. Adriana Mendes Barros é simples:
Passo 1: Agende Sua Consulta
Entre em contato por telefone, WhatsApp ou e-mail
Informe que está se sentindo triste ou desanimado
Escolha o melhor horário
Traga familiar se desejar (pode ser reconfortante)
Passo 2: Prepare-se Para a Consulta
Anote como tem se sentido (quando começou, sintomas)
Liste mudanças recentes na vida (perdas, mudanças)
Descreva interesse em atividades que antes gostava
Liste medicamentos em uso
Traga exames recentes (se tiver)
Seja honesto sobre pensamentos de morte (estamos aqui para ajudar)
Passo 3: Consulta Inicial Acolhedora
Conheça a Dra. Adriana e sua abordagem compassiva
Compartilhe seus sentimentos em ambiente seguro
Avaliação completa de saúde mental
Investigação de causas médicas
Receba seu plano terapêutico personalizado
Esclareça todas as dúvidas
Saia com esperança e direção clara
Passo 4: Inicie Seu Tratamento
Comece antidepressivo (se prescrito)
Inicie psicoterapia (se encaminhado)
Retome atividades gradualmente
Pratique exercícios físicos
Conecte-se com pessoas
Realize exames solicitados
Passo 5: Acompanhamento Regular
Retorne para monitorar melhora
Relate efeitos do medicamento
Compartilhe progressos e dificuldades
Ajuste o plano conforme necessário
Mantenha esperança – melhora virá!
Por que escolher a Dra. Adriana para tratar sua depressão?
Porque você merece ser feliz. Depressão não é fraqueza, é doença. E doença tem tratamento.
Com a Dra. Adriana Mendes Barros, você tem:
Acolhimento sem Julgamento: Ambiente seguro para compartilhar seus sentimentos
Diagnóstico Preciso: Diferenciação de outras condições, investigação de causas
Tratamento Multimodal: Psicoterapia + Medicamentos seguros + Atividades
Esperança Real: 60-80% de resposta ao tratamento adequado
Atenção Geriátrica: Prescrição segura para idosos, atenção a comorbidades
Acompanhamento Compassivo: Suporte contínuo ao longo da jornada de recuperação
Agende Sua Consulta Hoje
Tristeza não é destino. Você pode voltar a sentir alegria, esperança e prazer de viver.
Depoimentos de Pacientes
"Depois que meu marido faleceu, perdi vontade de viver. Não queria sair de casa, não sentia prazer em nada. A Dra. Adriana me acolheu com tanta empatia, iniciou tratamento e me encorajou a voltar às atividades. Hoje, 6 meses depois, voltei a sorrir e estou aproveitando meus netos!"
– E.S., 74 anos
"Sofria de tristeza há anos mas achava que era 'normal da idade'. A Dra. Adriana me explicou que era depressão e que tinha tratamento. Com antidepressivo e terapia, minha vida mudou completamente. Voltei a sentir alegria!"
– J.M., 69 anos
"Minha mãe estava apática, não queria comer, falava que queria morrer. A Dra. Adriana diagnosticou depressão grave, investigou causas (descobriu hipotireoidismo) e tratou. Minha mãe voltou a ser quem era – alegre e participativa!"
– Filha de M.R., 81 anos
Você Sabia?
A depressão afeta 1 em cada 5 idosos, mas apenas 1 em cada 3 recebe tratamento
Idosos têm a maior taxa de suicídio entre todas as faixas etárias
60-80% dos idosos com depressão melhoram com tratamento adequado
Depressão aumenta risco de morte em 50-100% (independente de outras doenças)
Exercício físico tem efeito antidepressivo equivalente a medicamentos em depressão leve a moderada
Depressão NÃO é "normal da idade" – é doença tratável
Tratamento precoce previne cronificação e melhora prognóstico
Não sofra em silêncio. Depressão tem tratamento. Você pode voltar a ser feliz.
Se você está pensando em suicídio, ligue 188 (CVV) - 24h, gratuito
Dra. Adriana Mendes Barros
Cuidando da sua saúde mental, devolvendo sua alegria de viver, garantindo que você tenha um envelhecimento pleno e feliz.
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo. Não substitui consulta médica. A depressão requer avaliação e acompanhamento profissional individualizado. Se você está em crise, procure ajuda imediatamente (188 - CVV ou emergência médica).
Solicitar Agendamento
Para garantir um atendimento adequado, solicitamos algumas informações iniciais. Elas nos ajudam a compreender sua necessidade e direcionar corretamente o contato com a equipe responsável pelo atendimento.
